Na manhã desta segunda-feira (19), a frente do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel tornou-se palco de uma importante mobilização liderada pelo Sindsegur. Vigilantes da empresa Interfort, que atuam nas unidades da SESAP, protestaram contra o atraso no pagamento dos salários referentes a dezembro de 2025. O movimento também contou com a participação de trabalhadores da limpeza e recebeu apoio do Sindbancários e do Sindsaúde, evidenciando a face cruel da precarização do trabalho no Estado, que tem negado aos trabalhadores o direito básico de receber pelo serviço prestado.
Cerca de 500 famílias sem salário e o “jogo de empurra” entre SESAP e Interfort
A situação enfrentada por cerca de 500 vigilantes não se trata de um erro administrativo pontual, mas do resultado direto de um modelo de terceirização de serviços essenciais. Nesse formato, o Governo do Estado transfere para empresas privadas a responsabilidade sobre direitos fundamentais, mantendo um sistema em que, muitas vezes, o lucro dos empresários se sobrepõe à dignidade do trabalhador.
Essa prática gera insegurança extrema para quem trabalha e alimenta um verdadeiro “jogo de empurra” entre os órgãos públicos e as empresas terceirizadas. O impasse coloca centenas de famílias em situação de vulnerabilidade, sem recursos para necessidades básicas como alimentação e pagamento de contas essenciais.
De acordo com informações da própria SESAP, o último repasse à Interfort foi realizado em setembro de 2025, com previsão de novo pagamento apenas para o dia 27 de janeiro. Esse intervalo financeiro ignora completamente a realidade de quem depende do salário para sobreviver.
A revolta da categoria é intensificada pelo descumprimento de um acordo firmado anteriormente. Na última reunião de negociação, foi estabelecido um cronograma de pagamentos que, até o momento, vem sendo ignorado pela empresa e pelo Estado, tratando o trabalhador como o elo mais fraco dessa relação.
União da classe trabalhadora
A mobilização ganhou ainda mais força com a adesão dos trabalhadores do setor de limpeza do hospital, que enfrentam problemas semelhantes e decidiram somar forças ao protesto. O ato também contou com o apoio solidário de outras entidades sindicais, como o Sindbancários e o Sindsaúde, demonstrando que a luta por dignidade no serviço público é uma pauta comum a todo o funcionalismo e aos trabalhadores terceirizados.
O Sindsegur reafirma que permanecerá em estado de alerta, acompanhando de perto cada movimentação entre a SESAP e a Interfort. A agenda de mobilizações seguirá ativa e poderá ser intensificada caso os pagamentos não sejam regularizados de forma imediata.
A luta continua contra a precarização do trabalho e em defesa da categoria!









